Hora de sair da caverna

O Sucesso e a felicidade não dependem de fazer somente o que se gosta, mas também de saber lidar com aquilo de que não se gosta. Içami Tiba

Qualquer pessoa que almeje o sucesso, nos mais diversos níveis de sua vida, precisa compreender uma verdade básica: para comer a carne, é preciso aprender a roer o osso!
Esteja certo de uma coisa: para fazer algo de que gosta, você vai ter que aprender a fazer muita coisa de que não gosta! Se não estiver disposto a esse aprendizado, fatalmente, você não atingirá o sucesso. Um professor que, por exemplo, ame estar na sala de aula, mas que se omita em preparar a matéria a ser ministrada e corrigir provas, porque não gosta dessas atividades, dificilmente será um bom professor. Um atleta olímpico começa a sua preparação muitos meses antes da Olimpíadas, com treinos diários de longa duração, com uma dieta rigorosa e uma rotina sem baladas e bebidas alcoólicas.
O sucesso, via de regra, vem embalado num "Kit". Dentro dele estão as coisas que você ama fazer, coisas que lhe dão muito prazer, mas, dentro dele também estão aquelas outras  coisas de que você dá para tirar essas últimas e só deixar as primeiras. Aí, não seria sucesso! Porque, para se atingir o topo de uma montanha, é preciso fazer a escalada, fruto de um esforço nada agradável. Mas chegar ao topo compensa o sacrifício! E chegar ao ápice da montanha de helicóptero nos tiraria o gosto da conquista, pois o mérito surge exatamente da nossa capacidade de vencer a adversidade, de fazer o que muitas pessoas não fazem, por desejarem somente o que lhes dá satisfação.
Uma pessoa de sucesso é aquela que enfrentou todos os desconfortos, contratempos e sacrifícios para atingir a sua meta. Uma pessoa feliz aprendeu a lidar com uma enormidade de pequenas frustrações,a conviver com pessoas difíceis, a suportar as pressões naturais do dia a dia, em que se espera o melhor de nós, não deixando que a felicidade fosse roubada pelos inevitáveis espinhos da vida. Por isso, é preciso tomar muito cuidado com a nossa tendência instintiva de viver escondido nas cavernas, sem esforço, trabalho e necessidade de uma boa convivência social.
Cuidado com esse homem primitivo que ainda habita o nosso mundo interior! Ele só gosta de se mexer quando está com fome ou quando está em perigo! Pode ser uma vida folgada, mas é uma vida empobrecida de experiências maravilhosas, que todos poderemos ter. E para isso, precisamos fazer algumas coisas de que não gostamos. É preciso ser prático nessas horas: faça o que precisa ser feito! Não espere a vontade chegar, pois o homem das cavernas, provavelmente, não vai querer sair da estagnação. Não dê ouvidos a ele, pois, do contrário, você perderá muitas coisas boas em sua vida!
Com uma dose diária de boa vontade, aprenderemos a lidar com aquelas coisinhas que não nos dão uma satisfação imediata, mas que, uma vez feitas,. no levarão a saborear as grande conquistas!


José Carlos de Lucca
Livro Pensamentos que Ajudam









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