domingo, 23 de abril de 2017

Vacina Natural

Não ignores que o teu bom humor será vacina natural contra estados nocivos de alteração da personalidade que, através da amargura e da indignação, possam atacar-te de inopino.

Assim, quando perceberes que a luz de teu costumeiro sorriso tende a se apagar em teu semblante, cedendo lugar à sombra taciturna da tristeza, não deixes de buscar novas motivações à alegria.
Não permaneças abatido por um tempo mais longo do que aquele que te possibilite identicar, em ti mesmo, a contrariedade que, na maioria das vezes, por quase nada, se te instale no espírito.

Não cries o hábito de te aborreceres desnecessariamente, qual se não mais soubesse viver senão sob o domínio do azedume e da queixa, que se te destilam da boca em forma de palavras sempre agressivas contra tudo e contra todos.

Recorda que, mais cedo ou mais tarde, todas as atitudes exasperadas de tua parte resultarão em teu desfavor, das quais não poderá desculpar-te simplesmente alegando que não sabia que elas haveriam de ter consequências tão graves assim.

Carlos A Baccelli - Irmão José
Livro Amai-vos uns aos outros

domingo, 9 de abril de 2017

Paciência

“Aquele que conquistou a paciência conquistou a si mesmo.” - Emmanuel


Que significa a palavra Paciência? Pode ser a junção de duas outras: Paz + Ciência. Concordam?

PAZ: é geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações ou agitação. Derivada do latim Pacem = Absentia Belli, pode referir-se à ausência de violência ou guerra.

CIÊNCIA: Em sentido amplo, ciência (do Latim scientia, significando "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemática.

Podemos definir Paciência com sendo um estado calmo e tranquilo, sem perturbações ou agitações pelo conhecimento das causas que nos rodeiam ou nos visitam. 

Assim, quem está sob a ação de um problema qualquer deve antes conhecer o problema, sua origem e as soluções a serem impetradas. Para isto terá que ter Paciência, ou seja, agir num estado calmo e tranquilo, sem perturbações ou agitações. Isto pelo conhecimento prévio das causas que nos rodeiam ou nos visitam. 

Normalmente somos perturbados por enfermidades ou por situações adversas de relacionamentos familiares, conjugais ou sociais. É necessário entender que ninguém é vitima de coisa alguma. Tudo o que nos ocorre tem uma necessidade e um tempo de duração. 

Por exemplo, uma enfermidade. Elas são necessárias para drenar nossas mentes de atos infelizes praticados em outras encarnações ou mesmo nesta. Tudo o que fazemos fica arquivado em nossa mente. Se for uma atitude boa servirá para expandir a centelha divina que existe em cada um de nós; se for uma atitude maldosa terá que ser expurgada da mente, o que normalmente acontece através das enfermidades. A paciência funciona como um estado superior de consciência para superar a dor e a alteração tanto física, quanto psíquica. Há também a dor evolução que se caracteriza por um estado em que o Espírito passa por um processo de esforço, gerando ou não algum tipo de desconforto, para adquirir outro estágio. Conforme nos diz o Instrutor Druso no livro Ação e Reação, de André Luiz, psicografado pelo Chico Xavier. 

No caso de Pessoas e/ou situações, a causa é sempre a mesma assinalada acima. Daí a Paciência para que as questões se resolvam. Uma vez resolvidas, a própria vida dá o encaminhamento; ou nos afasta da pessoa ou situação, ou nos resolvemos com ambas. 

Nas Leis Naturais está escrito que “a cada um será dado de acordo com sua obra”. Assim vamos colhendo nossos plantios. 

A Doutrina Espírita nos capacita a agir com tranquilidade. Devemos usar os ensinamentos que ela nos proporciona, bem como da oração e não da reza. Rezar significa repetir decoradamente o que outro escreveu. Orar é o pedido, a palavra, o louvor ou o agradecimento que parte de cada coração. Na espiritualidade todas as nossas orações são ouvidas, catalogadas, e providenciado o atendimento, tudo de acordo com o mérito de cada um. 

Mais uma vez a Paciência entra em ação:

Ter tranquilidade para esperar porque se tem o conhecimento da causa. Assim, antes de se revoltar, xingar, agredir, é bom pensar. Colocar-se como filho (a) de Deus sublimemente protegido por Ele que não desampara ninguém. 

Quer melhorar de vida? Trabalhe e aguarde em paz.

Quer se curar? Medique-se física e espiritualmente e aguarde em paz.

Quer conseguir um bom emprego? Esforce-se e aguarde em paz. 

Paz é a melhor ciência para se vencer na vida. Em seu livro Agenda Cristã, André Luiz nos diz, no capítulo 29: “A Paciência não é vitral gracioso para as suas horas de lazer. É amparo destinado aos obstáculos”. Daí que ser paciente é ser altivo conhecedor dos processos que qualificamos como dolorosos ou difíceis. Também Emmanuel, no livro Encontro Marcado, nos dá sua sempre valiosa contribuição: “Paciência, em verdade, é perseverar na edificação do bem, a despeito das arremetidas do mal, e prosseguir corajosamente cooperando com ela e junto dela, quando nos seja mais fácil desistir”. 

Quantos buscam as vias do suicídio direto por não terem a vontade de persistir um tanto mais. Deixam o corpo físico em lastimáveis situações. Buscam a morte e encontram a vida e, agora, numa projeção diferente e em perspectivas dolorosas. Tudo por não aguardarem em paz um pouco mais. A cada minuto no Brasil e no mundo centenas de pessoas eliminam o próprio corpo. Os órgãos de saúde e bem-estar questionam o porquê destas ações. Há sempre uma história, mas na síntese podemos afirmar que, se aguardassem um pouco mais, esses irmãos e irmãs não cometeriam tal desatino. 

“Paciência é o poder que nos traz o reino da felicidade.” Encontramos essa joia no livro Entre Irmãos de Outras Terras, ditado por Espíritos Diversos a Chico Xavier e Waldo Vieira e editado pela FEB em 2004. 

“A verdadeira paciência é sempre uma exteriorização da alma que realizou muito amor em si mesmo, para dá-lo a outrem, na exemplificação.” Eis o que encontramos na questão 254 do livro O Consolador, de Emmanuel. Notamos que o tema é intensamente estudado na espiritualidade por se constituir numa alavanca poderosa para o domínio do Espírito sobre forças contrárias que atuam em si mesmo. A vitória no bem será sempre apanágio de almas virtuosas que encontram forças para atingir seus objetivos de níveis superiores. A Paciência será sempre a amiga a cantarolar hinos de glórias enquanto persistimos. 
GUARACI DE LIMA SILVEIRA
http://www.oconsolador.com.br/ano11/511/ca6.html 

Hora de sair da caverna

O Sucesso e a felicidade não dependem de fazer somente o que se gosta, mas também de saber lidar com aquilo de que não se gosta. Içami Tiba

Qualquer pessoa que almeje o sucesso, nos mais diversos níveis de sua vida, precisa compreender uma verdade básica: para comer a carne, é preciso aprender a roer o osso!
Esteja certo de uma coisa: para fazer algo de que gosta, você vai ter que aprender a fazer muita coisa de que não gosta! Se não estiver disposto a esse aprendizado, fatalmente, você não atingirá o sucesso. Um professor que, por exemplo, ame estar na sala de aula, mas que se omita em preparar a matéria a ser ministrada e corrigir provas, porque não gosta dessas atividades, dificilmente será um bom professor. Um atleta olímpico começa a sua preparação muitos meses antes da Olimpíadas, com treinos diários de longa duração, com uma dieta rigorosa e uma rotina sem baladas e bebidas alcoólicas.
O sucesso, via de regra, vem embalado num "Kit". Dentro dele estão as coisas que você ama fazer, coisas que lhe dão muito prazer, mas, dentro dele também estão aquelas outras  coisas de que você dá para tirar essas últimas e só deixar as primeiras. Aí, não seria sucesso! Porque, para se atingir o topo de uma montanha, é preciso fazer a escalada, fruto de um esforço nada agradável. Mas chegar ao topo compensa o sacrifício! E chegar ao ápice da montanha de helicóptero nos tiraria o gosto da conquista, pois o mérito surge exatamente da nossa capacidade de vencer a adversidade, de fazer o que muitas pessoas não fazem, por desejarem somente o que lhes dá satisfação.
Uma pessoa de sucesso é aquela que enfrentou todos os desconfortos, contratempos e sacrifícios para atingir a sua meta. Uma pessoa feliz aprendeu a lidar com uma enormidade de pequenas frustrações,a conviver com pessoas difíceis, a suportar as pressões naturais do dia a dia, em que se espera o melhor de nós, não deixando que a felicidade fosse roubada pelos inevitáveis espinhos da vida. Por isso, é preciso tomar muito cuidado com a nossa tendência instintiva de viver escondido nas cavernas, sem esforço, trabalho e necessidade de uma boa convivência social.
Cuidado com esse homem primitivo que ainda habita o nosso mundo interior! Ele só gosta de se mexer quando está com fome ou quando está em perigo! Pode ser uma vida folgada, mas é uma vida empobrecida de experiências maravilhosas, que todos poderemos ter. E para isso, precisamos fazer algumas coisas de que não gostamos. É preciso ser prático nessas horas: faça o que precisa ser feito! Não espere a vontade chegar, pois o homem das cavernas, provavelmente, não vai querer sair da estagnação. Não dê ouvidos a ele, pois, do contrário, você perderá muitas coisas boas em sua vida!
Com uma dose diária de boa vontade, aprenderemos a lidar com aquelas coisinhas que não nos dão uma satisfação imediata, mas que, uma vez feitas,. no levarão a saborear as grande conquistas!


José Carlos de Lucca
Livro Pensamentos que Ajudam









quarta-feira, 5 de abril de 2017

A melhor edição de nós mesmos

A vida espiritual, vida normal do Espírito, é eterna.
A vida corporal, transitória e passageira, é apenas um instante na eternidade. Allan Kardec

Estamos aqui de passagem. Nossa morada verdadeira é o mundo espiritual, porque, na essência, somos espíritos,e  de lá viemos para a Terra, numa rápida excursão de aprendizado e transformação.
Somos espíritos que, temporariamente, os utilizamos de um corpo material, enquanto permanecemos estagiando na Terra. Já existíamos antes de virmos para cá. E vamos continuar existindo depois que expirar nossa tarefa por aqui, regressando ao mundo espiritual. O que se chama de "morte"é apenas o término da vida biológica, o término de um ciclo na vida terrena. Somos imortais, e nosso destino é o de nos tornarmos espíritos de luz, projeto que vai se construindo paulatinamente, através de sucessivas reencarnações.

Por essa razão, nada justifica dizer que perdemos um afeto querido quando ele volta para a sua morada espiritual. Nós não o perdermos, pois ele continua vivo em outra dimensão. Houve apenas uma separação temporária, não uma despedida para o "nunca mais". É um "até breve",pois um dia também nós regressaremos àquelas muitas moradas existentes na casa do Pai, como esclareceu Jesus, e estaremos juntos outra vez, para novas experiências, tarefa e aprendizados. À vida não para! A morte não existe. O que temos são apenas momentos em que um ciclo deve ser encerrado para um balanço geral evolutivo, a fim de que novas etapas possam ser programadas.

Tivemos necessidade de vir para este mundo mais materializado, mais denso, imperfeito, inacabado, para adquirirmos experiências que promovam a nossa evolução. Precisamos encontrar adversidades para acordar as nossas potencialidades! Fomos criados por Deus com talentos ainda dormentes e que vão sendo despertados à medida que enfrentamos os obstáculos do mundo material. É por isso que a revolta, a rebeldia, o ociosidade, a indolência e o medo em nada colaboram para o nosso adiantamento. Já o otimismo, o trabalho, a coragem, a fé, a perseverança, a disciplina e o amor são grandes trampolins do nosso progresso.

E por que progredir? Não poderíamos ficar como estamos? Quanto mais o espírito se aprimora, superando as adversidades da vida material e adquirindo virtudes, mais ele se adianta na evolução, amadurece e se auto governa, tornando-se feliz por isso. Quanto mais ele enjeita as oportunidades de progresso que a vida na matéria lhe propicia através do trabalho e do engrandecimento pessoal, tornando-se prisioneiro da sua própria omissão ou maldade, mais ele se atrasa na evolução , distanciando-se da felicidade.

Diante desse quadro, convém que cada um medite sobre o próprio aproveitamento da experiência que está tendo nesta vida. Sempre lembrando que nossa trajetória por aqui é passageira, que todos temos um bilhete de volta numerado, mas ninguém sabe qual será o próximo número a ser chamado. Não temos tempo a perder! Pesemos na balança o que convém levar na nossa bagagem de volta. Não vamos regressar com as malas vazias e com as contas não pagas, como diria o Mario Quintana! Bom é voltar com um passaporte carimbado de coração leve, paz interior, sorriso no rosto e uma nova versão de nós mesmos, revista, atualizada e melhorada!

José Carlos de Lucca
Livro Pensamentos que ajudam