domingo, 16 de setembro de 2018

ESTÁS DOENTE?

"E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantara."- Tiago 5:15

Todas as criaturas humanas adoecem todavia, são raros aqueles que cogitam de cura real.

Se te encontras enfermo, não acredites que a ação medicamentosa, através da boca ou dos poros, te possa restaurar integralmente.

O comprimido ajuda, a injeção melhora, entretanto, nunca te esqueças de que os verdadeiros males procedem do coração.

A mente é fonte criadora.

A vida, pouco a pouco, plasma em torno de teus passos aquilo que desejas.

De que vale a medicação exterior, se prossegues triste, acabrunhado ou insubmisso?

De outras vezes, pedes o socorro de médicos humanos ou de benfeitores espirituais, mas ao surgirem as primeiras melhoras, abandonas o remédio ou o conselho salutar e voltas aos mesmos abusos que te conduziram à enfermidade.

Como regenerar a saúde, se perdes longas horas na posição colérica ou do desânimo? A indignação rara, quando justa e construtiva no interesse geral, é sempre um bem, quando sabemos orientá-la em serviço de elevação; contudo, a indignação diária, a propósito de tudo, de todos e do nós mesmo, é um hábito pernicioso, de consequências imprevisíveis.

O desalento, por sua vez, é clima anestesiante, que entorpece e destrói.

E que falar da maledicência ou da inutilidade, com as quais despendes tempo valioso e longo em conversão infrutífera, extinguindo as tuas forças?

Que gênio milagroso te doará o equilíbrio orgânico, se não sabes calar, nem desculpar, se não ajudas, nem compreendes, se não te humilhas para os designo superiores, nem procuras harmonia com os homens?

Se estás doente, meu amigo, acima de qualquer medicação, aprende a orar e a entender a auxiliar e a preparar o coração para a Grande Mudança.

Desapega=te de bens transitórios que te foram emprestados pelo poder Divino, de acordo com a Lei do Uso, e lembra-te de que serás, agora ou depois, reconduzido à Vida Maior, onde encontramos sempre a própria consciência.

Foge à brutalidade.

Enriquece os teus fatores de simpatia pessoal, pela prática do amor fraterno.

Busca a intimidade com sabedoria, pelo estudo e pela meditação.

Não manches teu caminho.

Serve sempre.

Trabalha na extensão do bem.

Guarda lealdade ao ideal superior que te ilumina o coração e permanece convicto de que se cultivas a oração da fé viva, em todos os teus passos, aqui ou além, o Senhor te levantará.

Emmanuel - Francisco Cândido Xavier


EM TORNO DA FELICIDADE

Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.

Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.

A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.

A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.

A felicidade pode exibir-se, passar falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranquila.

Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo ou alguém.

Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser infeliz.

Amor é força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora de felicidade.

Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu próprio coração para vida nova.

Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.

Emmanuel - Francisco Cândido Xavier

SINAIS DE ALARME


Há dez sinais vermelhos no caminho da experiência, indicando queda provável na obsessão:

Quando entramos na faixa da impaciência;

Quando acreditamos que a nossa dor é maior;

Quando passamos a ver ingratidão nos amigos;

Quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;

Quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;

Quando reclamamos apreço e reconhecimento;

Quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;

Quando passamos o dia a exigir esforço alheio, sem prestar o mais leve serviço;

Quando julgamos que o dever é apenas dos outros;

Toda vez que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas ideias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos a prudência de amparar-nos no socorro da prece ou da luz do discernimento.

Scheilla -Francisco Cândido Xavier

FATALIDADE E LIVRE ARBÍTRIO



Antes do regresso à experiência no Plano Físico, nossa alma, em prece, roga ao Senhor a concessão da luta para o trabalho de nosso próprio reajustamento.

Solicitamos a reaproximação de antigos desafetos.

Imploramos o retorno ao círculo de obstáculos que nos presenciou a derrota em romagens mal vividas...

Suplicamos a presença de verdugos com que cultivávamos o ódio, para tentar a cultura santificante do amor...

Pedimos seja levado de novo aos nossos lábios o cálice das provas em que fracassamos, esperando exercitar a fé e a resignação, a paciência e o valor...

E com a intercessão de variados amigos que se transformam em confiantes avalistas de nossas promessas, obtemos a benção da volta.

Somos herdeiros do nosso pretérito e, nessa condição, arquitetamos nossos próprios destinos.
O egoísmo e a vaidade costumam retomar o leme de nosso destino e abominamos o sofrimento e o trabalho, quais se fossem duros algozes, quando somente com o auxílio deles conseguiremos soerguer o coração para a vitória espiritual a que somos endereçados.

É, por isso, que fatalidade e livre-arbítrio coexistem nos mínimos ângulos de nossa jornada planetária. Geralmente causas de dor ou alegria, de saúde ou enfermidade em variados momentos de nossa vida.

Aceitemos os problemas e as inquietações que a Terra nos impõe agora, atendendo aos nossos próprios desejos, na planificação que ontem organizamos, fora do corpo denso, e tenhamos cautela com o modo de nossa movimentação no campo das próprias tarefas, porque, conforme as nossas diretrizes de hoje, na preparação do futuro, a vida nos oferecerá amanhã paz ou luta, felicidade ou provação, luz ou treva, bem ou mal.

Emmanuel
Francisco Cândido Xavier – Livro Nascer & Renascer

VIBRAÇÕES




Um homem sizudo entrou numa sala onde várias pessoas conversavam cordialmente.
O recém-chegado sentou-se sem dizer palavra.
Destacou-se para logo uma estranha ocorrência.
Os circunstantes calaram-se e, em seguida afastaram-se, um por um.
O dono da casa veio ao encontro do último dos retirantes e perguntou:
- Que terá sucedido, se o meu novo hóspede nada chegou a dizer?
O interpelado, no entanto, respondeu hesitante.
Não consigo explicar, mas tenho a impressão de que silêncio dele faz barulho demais.

Emmanuel – Francisco Cândido Xavier – livro Recados do Além

BEETHOVEN TERIA SIDO MORTO!




Ludwig van Beethoven, compositor mundialmente famoso.


Certo professor, querendo provar a seus alunos quão falho pode ser o raciocínio humano propôs à sua classe a seguinte situação:

“Baseados nas circunstâncias que mencionarei a seguir, que conselho daria a uma certa senhora, grávida do quinto filho”?

“O marido sofre de sífilis, ela, de tuberculose”. Seu primeiro filho nasceu cego. O segundo morreu. O terceiro nasceu surdo, e o quarto é tuberculoso.

“Ela está pensando seriamente em abortar a quinta gravidez. Que caminho a aconselhariam a tomar?”

Com base nos fatos apresentados, a maioria dos alunos concordou em que o aborto seria a melhor alternativa. O professor, então disse aos alunos: “Se vocês disseram sim a ideia do aborto, acabaram de matar o grande compositor Ludwig van Beethoven.”.



Extraído de: Be alert to spiritual danger”, Institute in Basic Youth Conflicts)
https://www.fraterinternacional.org/aborto-4-o-que-e-como-fazer-para-mudar-a-tempo/

quinta-feira, 13 de setembro de 2018


É necessário coragem para fazer e refazer o bem, tentar e repetir as experiências sacrificiais pela fraternidade, pensando no amanhã feliz da Humanidade. 


A coragem encontra-se em germe em todos os homens.


Desenvolvê-la, mediante os exercícios do dever, sem queixa, nem lamentação, sem rebeldia, nem esperança de retributo, é tarefa desafiadora que a todos aguarda, a fim de modelar heróis, santos e artistas da verdade, do amor e da beleza.


Joanna de Ângelis – livro Otimismo – Divaldo Pereira Franco

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

REGRAS PARA CONSERVAÇÃO E PUREZA DO CORPO FÍSICO




No que respeita à mantença do equilíbrio e à conservação do corpo, ressalvadas as destinações de ordem cármica que escapam ao nosso controle individual momentâneo, transferimos para aqui algumas regras e considerações que constam do Cap-2, item 2, do livro Trabalhos Práticas de Espiritismo, primeira ed em 1954.

CONDUTA CONSIGO MESMO

Referimo-nos aos esforços íntimos em relação aos hábitos, costumes, necessidades e outros aspectos da vida moral do indivíduo, destinados a mudar os seus sentimentos negativos, vencer vícios e defeitos, dominar paixões inferiores e conquistar virtudes espirituais, isto é, a reforma íntima.
Para isso toma-se necessário:
Higiene do corpo físico – Uso diário de banhos de água, totais ou parciais; de ar, de luz e de sol, cada um agindo, é claro, de acordo com seus próprios recursos e possibilidades, inclusive de temo; vestimentas apropriadas, de acordo com o tempo, o clima e as estações do ano.
Alimentação – Racional e sóbria, contendo os princípios alimentares básicos que são: proteínas (alimentos que mantêm os músculos); carboidratos e gorduras (alimentos que fornecem energia e calor), sais minerais e vitaminas.
Todos estes elementos são encontrados nos alimentos comuns, sendo, todavia, necessário saber combiná-los e utilizá-los sem faltas ou excessos.
Para isso convém consultar e utilizá-los se faltas ou excessos.
Para isso convém consultar instruções apropriadas, quase sempre encontradas em livros e publicações que tratam do assunto.
Lentamente, e tanto quanto possível (segundo os recursos, profissão e temperamento de cada um) diminuir a carne como alimento base, vista ser desaconselhável do ponto de vista espiritual. Os princípios alimentares que ela contém, sobretudo proteínas, são encontrados com facilidade em outros alimentos de uso comum, como, por exemplo: queijo, feijão, soja, leite, etc.
Por outro lado, para alimentar nosso corpo não há necessidade de sacrificar vidas de animais úteis e pacíficos onde Espíritos, ainda embrionários, realizam sua evolução, quando podemos fazê-lo com inúmeros outros alimentos mais simples.
Neste assunto, que é de controvérsia, cada um deve seguir seus próprios impulsos e inspirações que corresponderão, justamente, ao grau de compreensão ou de evolução que, lhes forem próprios.
Repouso- Dormir o tempo que for exigido pelo próprio organismo, segundo a idade, a profissão e o temperamento de cada um.
Nunca sacrificar esta necessidade fundamental em benefício de certas distrações ou atividades dispensáveis, porque são sempre lamentáveis as consequências que a falta de sono acarreta para o sistema nervos, principalmente daqueles para os quais esta necessidade se torna mais acentuada.
O normal do período de repouso para os adultos é de 8 horas, tempo esse que vai diminuindo à medida que aumenta a idade; na velhice essa necessidade fica reduzida para pouco mais de 3 a 5 horas, substituída a diferença por uma apatia natural, certa sonolência.
A insônia nos adultos e nos adolescentes, mas sobretudo, nas crianças, sempre denota moléstia orgânica ou perturbação de natureza psíquica que requerem cuidados especiais, porém nunca o uso de tranquilizantes ou hipnóticos que podem provocar dependência, além de produzir profundas depressões.
Distrações- Também fazem parte dos recursos necessários à mantença do equilíbrio orgânico, como reflexos vindos do campo da vida psíquica.
São derivativos para as pressões exercidas, nas lutas da vida, pelas inquietações, temores, cansaço, tristeza, desânimo, etc., que tão perniciosas influências exercem sobre o Espírito, com a agravante, ainda, de abrirem portas às influenciações do plano invisível.
Todavia, não são todas as distrações que servem ao espírita interessado no seu problema de renovação moral. Há distrações benéficas como às há extremamente perniciosas; estas são as que despertam ou alimentam os instintos inferiores do personalismo, da brutalidade, da violência, da crueldade, como o boxe, as lutas de arena, as touradas, etc., as que levam a desgarres da sensualidade, como certos espetáculos, danças e folguedos; tudo isso deve ser eliminado do programa do espírita esclarecido e sensato.
As diversões aconselhadas e úteis são as de aspecto construtivo e elevado, como passeios ao campo, parques e jardins, excursões, visitas a museus e obras de arte, reuniões culturais, concertos musicais, conferências sobre assuntos instrutivos, enfim, tudo quanto dignifique, esclareça e levante o indivíduo para esferas de vida e de sentimentos mais elevados.
Muito importam, também, à mantença do equilíbrio orgânico e à harmonia interna do santuário do Espírito, o combate aos vícios, defeitos morais e paixões, próprias do homem encarnado nestes graus inferiores da escala evolutiva, dos quais o nosso orbe faz parte.
Do mesmo citado livro, transcrevemos mais os seguintes períodos referentes a estes pontos de relevantes interesses.
 
Os vícios- Para a defesa e purificação do organismo, é necessário combater rigorosamente os vícios, começando pelos mais comuns que são o fumo, o álcool, a gula e os tóxicos (maconha, éter, ópio, morfina, etc,)
Atualmente, estes vícios se alastram de forma alarmante, envolvendo milhões de pessoas, em sua maioria jovens inexperientes que a vida social moderna, com seus costumes licenciosos e cínicos, empurra para caminhos de perdição.
Jovens de ambos os sexos, nas reuniões de sociedades, fazem alarde ou exibição dos vícios que possuem, como se tal coisa os engrandecesse.
 
Na sua inconsciência, chafurdam na lama e se vangloriam disso.
O fumo, por exemplo, considerado o mais fabuloso o seu consumo no mundo inteiro e seu usa produz terríveis males, mormente no aparelho nervoso-vegetativo (simpático e vago), dando margem a perturbações tanto mais intensas e profundas quanto mais sensíveis forem às pessoas. Ultimamente, severas advertências vêm sendo feitas por cientistas de todos os países sobre a influência do fumo na produção do câncer. Segundo estatísticas oficias, em cada quatro pessoas que fumam, uma possui indícios de câncer.
As consequências do fumo afetam também fortemente o períspirito, produzindo uma espécie de entorpecimento psíquico, que continua até mesmo após o desencarne, prolongando o período de inconsciência que, na maioria dos casos, ocorre depois da chamada morte física, como também afeta a cortina de proteção e isolamento existente entre o corpo físico e o períspirito.
E coisas ainda piores sucedem em relação ao vício do álcool, responsável pela degradação moral de milhões de pessoas, em todas as partes do mundo, obrigando governos esclarecidos (como, por exemplo, o da França, ultimamente) a decretar legislação coercitiva a fabricação e uso imoderado do álcool em seu território.
Julgamos completamente desnecessário qualquer comentário a respeito destes vícios e de suas diferentes sintomatologias, que oscilam entre a euforia e o coma, visto ser assunto por demais conhecido.
Não importa o que digam uns e outros, inclusive pessoas de ciência, defendendo estes vícios, alegando não serem tão perniciosos como parecem: os que defendem são também viciados em maior ou menor grau e, portanto, suspeitos no caso.
Os espíritas, se realmente desejam evoluir e, já que a evolução não se conquista sem pureza de corpo e de espírito, devem combater e eliminar de si mesmo estes vícios, liberando-se deles definitivamente. Não pode haver pureza de corpo ou de sentimentos em pessoas que se entregam a vícios repugnantes e perniciosos, praticando, assim, um suicídio lento, na mais lamentável negligência moral.
Por outro lado, é preciso não esquecer que o viciado é assediado e dominado por Espíritos inferiores desencarnados, mesmo quando não maléficos, mas, da mesma forma, viciados e que, não possuindo mais o corpo físico, atuam sobre eles e, por seu intermédio, se satisfazem, inalando a fumaça dos cigarros ou aspirando, deliciados, os vapores do álcool.
Há milhões de pessoas, no mundo inteiro, que vivem assim escravizadas pelos Espíritos inferiores e utilizados por estes como instrumentos passivos, submissos e cegos de seus próprios vícios e paixões.
André Luiz, em sua obra Nos Domínios da Mediunidade, descreve uma cena de botequim, mostrando como alguns Espíritos desencarnados, junto de fumantes e bebedores, com tristes feições, se demoram expectantes.
Alguns sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e alimento.
Outros aspiravam ao hálito de alcoólatras, impenitentes. Defeitos morais e paixões – A batalha moral contra os defeitos e as paixões devem ser igualmente encetadas pelos espíritas sem vacilações e temores, sendo certo que desde os primeiros passos, serão fortemente apoiados pelos benfeitores espirituais, que sempre estão atentos, aguardando que tão salutares e imperiosas resoluções surjam e tomem consistência no Espírito dos seus protegidos, entes amados que eles, os benfeitores, assumiram o compromisso de assistir e proteger durante a encarnação.
Antes de encetar a luta contra os defeitos e as paixões tão comuns ao homem inferior (como sejam, o orgulho, o egoísmo, a sensualidade, a hipocrisia, a avareza, a crueldade, e outros) é necessário que cada um faça um programa individual de ação, examine a influência que cada defeito ou paixão exerce sobre si mesmo e em seguida inicie a repressão com confiança e disposição de lutar sem desfalecimento, até o fim; assim procedendo, logo aos primeiros passos, verá que o apoio recebido do Alto é muito importante e que a vitória está desde o princípio, em suas próprias mãos.


Edgard Armond – Passes e Radiações – Cap. 3